Comunidades do Riacho Doce e Pantanal terão obras reiniciadas em até 90 dias segundo o governo, assim como o reajuste para o auxílio moradia.
O Plano de Desenvolvimento Local (PDL), executado na ocupação urbana do Riacho Doce e Pantanal(2001-2004), surge na administração do então Prefeito de Belém Edmilson Rodrigues. Através de uma proposta inovadora de gestão popular que inverte prioridades rompendo com o modelo elitista que sempre marcou o histórico excludente de nossa cidade, o projeto visava a implantação da gestão democrática através da participação popular, possibilitando a inclusão dos atores sociais da comunidade no processo de formulação e acompanhamento do projeto. Visando implementar na prática os princípios da reforma urbana: inversão de prioridades, função social da cidade, gestão democrática, o projeto tinha como objetivo principal dar uma melhor qualidade de vida para toda a comunidade.
Infelizmente, com a troca de comando da administração municipal em 2005, o projeto foi paralisado e os moradores que seriam beneficiados pelo plano começaram a ver o sonho da casa própria se transformar em pesadelo. O Prefeito Duciomar Costa, recém eleito prefeito de Belém, simplesmente não deu seguimento ao PDL, deixando milhares de famílias sem perspectivas diante do descaso da atual administração. Assim como o programa da bolsa escola, o PDL Riacho Doce/ Pantanal foi sepultado pela administração que se instalava.
Na tentativa de retomada das obras, os moradores das áreas do projeto pleitearam junto ao Governo do Estado a transferência do projeto para a esfera estadual na administração da então governadora Ana Júlia através de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Reiniciados os trabalhos, renovaram-se as esperanças, pois algumas famílias até chegaram a ser instaladas em unidades habitacionais, porém a grande maioria não foi contemplada, prolongando ainda mais o sofrimento de quem luta pela direito à moradia.
Hoje, com um investimento de quase 55 milhões de reais e apenas 39,45% das obras executadas (fonte: Caixa Econômica Federal), as obras das comunidades do Riacho Doce e Pantanal continuam paralisadas. O Governo do Estado através do Secretário Especial de Infra Estrutura e Logística para o Desenvolvimento, Sérgio Leão , se comprometeu em reunião realizado no CIG (Centro Integrado de Governo) entre Governo, o FEMA-PAC e o Deputado Estadual Edmilson Rodrigues, a retomar as obras em até 90 dias, assim como reajustar o valor do auxílio moradia que foi pauta de reivindicação do FEMA-PAC.
veja o calendário de retomada das obras para Belém
Cronograma de retomada das obras:
- Comunidade Pratinha - reinício em 90 dias.
- Comunidade Fé em Deus - reinício em 90 dias.
- Comunidade Riacho Doce I – Empresa contratada desistiu da obra. Nova licitação em 90 dias.
- Comunidade Riacho Doce II e III – reinício das obras em 90 dias
- Comunidade Riacho Doce IV – Reavaliação do projeto em análise na Caixa Econômica Federal. Prazo: 120 dias.
- Residencial Liberdade I e II – Em fase de assinatura de contrato com empresas para retomada das obras.
- Comunidade Tucunduba – Projeto alternativo em análise na Caixa Econômica. Ainda sem prazo para reinício das obras.
- Comunidade Taboquinha – Previsão de reinício em janeiro, mas depende de liberação do Ministério Público.
- Comunidade Pantanal - Empresa rescindiu contrato e governo chamou a segunda colocada na licitação. Reinício das obras em 120 dias.