quarta-feira, 16 de maio de 2012

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMUNIDADE RIACHO DOCE DEFINE RETOMADA DAS OBRAS DO PAC

 








Contando com a participação de centenas de moradores da Comunidade Riacho Doce, no bairro do Guamá , a direção da Companhia de Habitação do Pará-Cohab, realizou na última segunda-feira, 23, mais uma audiência pública para discutir a retomada de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ocorrida na Escola de Ensino Fundamental Edson Luiz.
 

A presidente da Companhia, Noêmia Jacob, relatou aos presentes quais foram os investimentos já aplicados, tanto do Governo Federal, por meio da Caixa Econômica, e do Governo do Estado, assim como a quantidade e famílias que serão atendidas pelos quatro projetos da comunidade.Noêmia detalhou as estruturas que integram o projetos como as unidades habitacionais, estações de tratamento de água e esgoto, praças, entre outros. Ela informou também o estágio atual de cada obra e os respectivos cronogramas de retomada dos serviços, que iniciam a partir do mês de maio.
 

Questionada sobre a situação de uma área da comunidade chamada Pantanal, a titular da Cohab respondeu que conhece bem a situação desde quando era servidora da Caixa Econômica, e que já havia interferido para que as obras sejam também retomadas a partir de maio.
 
Quanto à situação das pessoas que trabalhavam por conta própria na feira e que tiveram que abandonar seus pontos de comércio, por conta da obra, Noêmia assegurou que a feira está prevista no projeto de urbanização e que após o destrato com a atual empreiteira, será aberto novo processo licitatório para retomar essa etapa do projeto de urbanização da área.
 
Antônio Ferreira, morador da área do Canal do Tucunduba, reclamou sobre as invasões por pessoas que não estão cadastradas na Cohab e solicitou que e tomassem providências para a retirada desses invasores. A direção da Cohab garantiu que as providências serão tomadas e que para os cadastrados está garantida a entrega de seus imóveis.
 
Quanto aos problemas de repasse de informações para a comunidade pela atual Comissão de Fiscalização de Obras(Cofis), Amaro klautau, assessor da presidência da Cohab, explicou que haverá uma reunião específica para tratar do assunto. "Vamos tratar das questões relativas a atuação da Cofis numa audiencia específica", disse.
 
A audiência contou ainda com a participação de algumas autoridades políticas como os Deputados Federais Zenaldo Coutinho e Arnaldo Jordy, do deputado estadual Edmilson Rodrigues, e dos vereadores Marquinho do PT e Evaldo Rosa (Cobrador Pregador).
 

Houve ainda a participação de uma representação do Fórum de Moradores de Áreas do PAC(Femapac), que fizeram uma apresentação mostrando a condição anterior das áreas atendidas pelo projeto no bairro e destacaram a necessidade de realização das audiências públicas , o que segundo segundo o fórum pemitem a manutenção do diálogo com a Cohabe o futuro andamento das obras.
 
Ao final, a maior parte das autoridades presentes resaltaram a competência da atual presidente da Cohab e que os moradores deveriam dar um voto de credibilidade a ela. Todos resaltaram que apesar de serem de partidos de oposição ao atual Governo, apoiavam a escolha de Noêmia Jacob para a presidência da Companhia de Habitação.
 
 
Texto: Rosa Borges
 
Fotos: Alexandre Macêdo

Tá na mídia: Manifestação dos moradores das áreas do PAC em Belém em frente a prefeitura.


 Impresa local deu destaque para a manifestação dos moradores das áreas de projeto do PAC gerenciadas pela prefeitura de Belém. Moradores cobram retomada das obras e transparência nos projetos.

 

Comunidade cobra a entrega das unidades habitacionais da Vila da Barca e Portal da Amazônia e a implantação de projeto habitacional para as famílias da área da da Fernando Guilhon, Dr. Moraes, São Miguele e Ilha Bela no bairro da Cremação.

FEMA-PAC cobra da prefeitura obras atrazadas no município.


 Moradores protestam por indenização  (Foto: Reprodução / Diário do Pará)(Foto: Reprodução / Diário do Pará)        
Moradores
protestam por indenização

Quarta-Feira, 16/05/2012, 03:29:20 - Atualizado em 16/05/2012, 03:29:20
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“A gente tem que lutar e se unir, se não nós não vamos conseguir nada”. É assim, através do esforço conjunto, que Angelita Barbosa, 36 anos, deseja conseguir a casa que espera há quatro anos. Angelita é integrante de uma das 250 famílias que esperam ser indenizadas ou receber uma nova moradia da prefeitura, por conta das obras do Portal da Amazônia. Atualmente, ela e outras pessoas vivem com auxílio-moradia.
Terça-feira (14) pela manhã, moradores que foram removidos das áreas correspondentes aos projetos do Portal da Amazônia, Bacia da Estrada Nova e Vila da Barca, reuniram-se na praça da Bandeira, no bairro da Campina, e marcharam até o Ministério Público Estadual, seguindo em direção à sede da Prefeitura Municipal.
O objetivo dos cerca de 50 manifestantes era o mesmo: conseguir uma posição do governo municipal a respeito de quando e onde terão de volta a casa própria. “O que está acontecendo nas obras do Portal da Amazônia: é que os moradores estão sendo retirados do local e não têm para onde ir. Alguns não estão recebendo indenização. O auxílio-moradia é de R$ 450 e muitos não conseguem pagar aluguel perto de suas antigas casa. A área será muito valorizada, por conta da especulação mobiliária, e os moradores que vivem lá há anos não vão poder usufruir disso”, afirma André Marinho, um dos coordenadores do Fórum de Entidades e Moradores das Áreas de Projetos do PAC (FEMA-PAC), em Belém.
Segundo André Marinho, no caso da bacia da Estrada Nova, as moradias moradores estão sendo desapropriadas e os moradores recebendo em torno de R$ 5 a R$ 8 mil para adquirirem novos imóveis. “Quem vai conseguir comprar uma casa, no mesmo local, com R$ 8 mil?”, questiona Marinho. Segundo o coordenador, muitos moradores se recusam a sair da área e estariam sendo pressionados.
Em relação à Vila da Barca, a situação é mais crítica, pois o projeto atravessa gestões municipais e, de acordo com o FEMA-PAC, algumas famílias, que antes moravam em palafitas, esperam há 10 anos a casa prometida. Dona Juliana Monteiro, 59 anos, doméstica, morava há mais de 50 em uma das casas desapropriadas para a construção do projeto do Portal da Amazônia. Na casa que foi demolida para o andamento das obras, ela cresceu e criou os quatro filhos.
Segundo o FEMA-PAC, 77 famílias deveriam ter sido remanejadas para apartamentos populares, previstos na obra do Portal da Amazônia no final de 2010. No entanto, até o final de 2011, apenas 16 famílias teriam sido remanejadas para a área. Uma nova licitação deverá ser aberta para que uma nova empresa assuma as obras.
Logo que chegaram à sede da prefeitura, representantes dos moradores foram recebidos pelo chefe de gabinete da prefeitura, Oséas Júnior. Eles participaram de uma reunião com o secretário de habitação Oswaldo Gonzaga e com o secretário da Seurb (Secretaria Municipal de Urbanismo), Francisco Damião.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 23, e os principais pontos reivindicados serão novamente discutidos.
(Diário do Pará)

fonte:  http://www.diarioonline.com.br/noticia-201243-moradores-protestam-por-indenizacao.html